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A ordem mundial está mudando. Mas o que isso significa na prática?


13 min read


Pode ser bastante assustador assistir ao fim de uma era e ao início de outra, assim, ao vivo, na palma da nossa mão. A cada dia que passa, fica mais evidente que o arranjo das relações internacionais, também conhecido como ordem mundial, está se transformando rapidamente sem aviso prévio ou indicações de destino. Basicamente, quase ninguém sabe para onde vamos, só sabemos que vamos rápido.


Não encontrei a fonte dessa imagem.


Como internacionalista e cacdista, me encontro no redemoinho mental quase que diário, onde me pergunto “o que vem a seguir?”, “devo mudar a forma de planejar minha vida por conta dessas mudanças atuais?”, “vamos viver uma 3ª guerra mundial ou já estamos nela sem perceber?”. Essas são algumas das constantes indagações que me faço.


Confesso que, por um lado, minha pele arrepia por estar viva e poder observar tanta mudança com aquele frio na barriga do inesperado. Não é um arrepio bom, nem uma sensação de borboletas no estômago, pelo contrário, muitas vezes sou tomada pelo medo, mas, sobretudo, sou tomada pela gigantesca curiosidade que me move. Quero entender o que se passa. Quero tentar adivinhar — com o olhar internacionalista que se volta para a história — ‘o que nos espera?’.


Decidi escrever esse texto que, provavelmente, será lido por umas 3 pessoas se eu tiver sorte, para tentar organizar a confusão dos meus pensamentos e esboçar uma singela análise do ontem, do hoje e do amanhã, sempre buscando aterrizar na realidade prática quais são as implicações de tanta mudança. No final das contas, somos todos pessoas, filhos, irmãos, esposas, amigos, colegas, pais… queremos mesmo é zelar pela segurança do nosso mundinho particular.


O passado


A mudança é a única certeza que temos. Tudo um dia vai mudar. Ao olhar para trás, uns 5 séculos, facilmente identificamos inícios e fins de impérios, de ordens mundiais, de superpotências em ascensão e ruína, de alianças que se iniciam e de guerras que acabam. Ok, todos podemos trabalhar com esse fato: tudo muda o tempo todo. Mas sejamos honestos, em 2026, as mudanças são percebidas e sentidas com uma velocidade muito maior do que no ano de 1600. Estamos tão complexamente dependentes e conectados que o colapso de um pode resultar na queda de vários.


Ciclos de ruptura e transformação vão e vêm. E eu gosto sempre de lembrar da teoria do desenvolvimento de Schumpeter — sempre depois de uma crise surge uma inovação que acaba por elevar o padrão de vida, ou seja, produz desenvolvimento. É uma visão do tipo “o copo meio cheio”, que também me parece útil nesse ponto em que nos encontramos.


Outro aspecto importante a ser considerado é que, na hora de analisar as relações internacionais, quase sempre é útil olhar a ordem mundial com as lentes da teoria realista. Tivemos momentos de maior harmonia no sistema internacional, sim, mas na maior parte do tempo não foi assim. Durante a maior parte da história, o poder esteve organizado em impérios regionais e relações hierárquicas, nunca houve uma igualdade soberana entre Estados.


Aliás, desde quando existem os Estados? O Estado surge para tentar apaziguar as relações humanas e colocar algo de ordem em troca de liberdades individuais (alô, contrato social de Rousseau!). A Paz de Vestfália foi logo ali em 1648, dando luz ao Estado-Nação, reunindo em seu corpo um governo, um povo, um território e a tão falada SOBERANIA.


Agora, um ponto muito importante: não podemos falar de mudança de ordem mundial sem antes entender o impacto das revoluções burguesas no surgimento do estado moderno. As revoluções burguesas, ao lado das revoluções industriais — que fizeram o capitalismo se difundir entre os novos e velhos estados — são de grande impacto histórico, mas, sobretudo, impacto social, individual, na vida, rotina, decisões e experiências de vida de cada um de nós até os dias de hoje. Elas basicamente criaram o mundo como o conhecemos hoje, e é bastante possível (repito, é POSSÍVEL, isso se trata de análise e especulação) que estejamos vivendo uma fase tão transformadora e revolucionária como a das revoluções burguesas e industriais.

Só falamos mesmo de ordem mundial a partir do século XIX, com a industrialização e o imperialismo europeu, vimos surgir um mundo com profundas assimetrias de poder e baseado na exploração colonial. Muitas das desigualdades econômicas e políticas contemporâneas têm origem nesse período, e muitas dessas dinâmicas persistem até hoje.


Não posso também deixar de mencionar a queda de Carlos X e a ascensão do primeiro rei burguês da França revolucionária, Louis Philippe. A Revolução de Julho foi curta, mas suficiente para marcar a mudança da monarquia absolutista para uma ‘monarquia burguesa’. Tudo mudou na França e logo no mundo, a liberdade, a igualdade e a fraternidade se construíram com as mãos do povo, dos sans culotte, das muitas vidas ceifadas, para retirar o poder das mãos dos monarcas e dos nobres para consolidar o poder nas mãos dos burgueses. O povo foi massa de manobra, ainda não chegava a hora de sentar em uma posição de poder.

Dado curioso: enquanto eu escrevia esse texto, acontecia em Paris uma marcha em homenagem a Louis XVI. Mais de 500 pessoas marchando, algumas com tochas, outras carregando retratos do antigo rei, guilhotinado na Revolução Francesa, ecoando gritos de « Gloire, honneur au roi Louis XVI ! », » France, jeunesse, royauté ».


Fonte: Blog Je suis français


Esse capítulo tão importante da história se parece muito com o que estamos vivendo hoje — vou ligar os pontos mais para frente.


Bom, já mais para frente, no início do século XX, vivemos o início do colapso dos sistemas imperiais e algumas tentativas fracassadas de substituí-los por um modelo de segurança coletiva. A instabilidade do período entreguerras demonstrou como transições de poder sem legitimidade tendem a gerar ainda mais conflitos.


Resumidamente, a Primeira Guerra Mundial foi desencadeada por tensões acumuladas ao longo do final do século XIX e início do XX, como o nacionalismo exacerbado, o imperialismo europeu, a corrida armamentista, o sistema rígido de alianças e rivalidades entre as grandes potências, além da instabilidade nos Bálcãs; o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, em 1914, funcionou como estopim imediato desse cenário explosivo.


Já a Segunda Guerra Mundial teve como causas centrais as consequências mal resolvidas da Primeira, sobretudo o Tratado de Versalhes, que impôs duras punições à Alemanha, gerando crise econômica, ressentimento e instabilidade política; somaram-se a isso a Grande Depressão de 1929, a ascensão de regimes totalitários com projetos expansionistas (nazismo, fascismo e militarismo japonês), o fracasso da diplomacia internacional e da política de apaziguamento, culminando na invasão da Polônia pela Alemanha em 1939.

Após 1945, emergiu uma nova ordem internacional baseada em instituições multilaterais e, durante a Guerra Fria, na competição bipolar entre Estados Unidos e União Soviética; a introdução das armas nucleares transformou profundamente esse sistema. A questão nuclear acaba criando um equilíbrio baseado na dissuasão e na ameaça constante de destruição mútua (não muito diferente do que acontece hoje), o que reduziu a probabilidade de confrontos diretos entre as superpotências. Esse arranjo trouxe alguma estabilidade apesar da Guerra das Coreias e do Vietnã. Foi uma fase importante para o desenvolvimento de instituições políticas, econômicas e de segurança moldadas sob influência dos Estados Unidos.

O período pós-Guerra Fria produziu, por um curto período, uma ordem unipolar centrada nos Estados Unidos e na globalização liberal. Contudo, esse modelo jamais alcançou legitimidade universal e começou a se desgastar de forma mais evidente após a crise financeira de 2008.


Entretanto, a década de 1990 foi bastante dominada por um clima de paz, otimismo e expectativa de cooperação internacional, alimentado pelo fim da ameaça nuclear entre superpotências e pela crença de que a democracia liberal e a economia de mercado haviam se consolidado como modelos predominantes. Fortalecimento do multilateralismo, expansão do comércio internacional e integração econômica, plasmados pela ampliação da União Europeia, criação da OMC e intensificação da globalização.


Entre 2008 e 2025, a ordem global entrou em uma fase de fragmentação. O poder tornou-se mais difuso, a interdependência passou a ser instrumentalizada, as instituições multilaterais enfraqueceram, e a competição tecnológica passou a reconfigurar a geopolítica. Em vez de uma nova ordem claramente definida, o mundo vive uma transição prolongada, marcada por incerteza e sobreposição de regras.


Depois de 2008, começamos a ouvir o termo “desglobalização”, que tornou-se muito mais proeminente no debate público e acadêmico depois do Brexit (2016), da recente guerra comercial entre Estados Unidos e China, da pandemia de COVID-19 (2020) e da invasão russa da Ucrânia (2022). Todos esses recuos importantes na globalização e no projeto liberal contribuem para a atual reconfiguração das cadeias globais de produção e dos vínculos econômicos e políticos internacionais.


Nada de novo para o nosso grande geógrafo brasileiro, Milton Santos, que cantou a bola muito antes dessas ideias virarem mainstream. No seu livro “A globalização como uma fábula”, ele explica de uma maneira muito clara e profunda todos os fracassos previsíveis da globalização neoliberal pós-Consenso de Washington.


O Hoje


Falar do agora é sempre um desafio. Enquanto estamos vivendo a onda de transformação, é muito difícil ter perspectiva e nomear os processos. Apenas sabemos que tudo está mudando.


O que podemos afirmar além disso é que muitos especialistas veem uma transição de um sistema liberal, baseado em regras e centrado nos Estados Unidos, para um mundo mais fragmentado e multipolar — no qual o poder se distribui entre vários Estados e blocos influentes, as instituições tradicionais enfrentam desafios e a competição geopolítica se intensifica.


Um dos sintomas mais graves de que o mundo está estranho é a saúde da própria democracia. A qualidade da democracia liberal está em declínio globalmente — não apenas pela eleição de líderes autoritários, mas por um processo mais silencioso de erosão de instituições democráticas. Isso inclui ataques à imprensa, redução da liberdade de expressão, fake news, poder cada vez mais concentrado no executivo e regulamentações que enfraquecem freios e contrapesos institucionais. Já vi esse fenômeno sendo chamado de “democracia blindada” ou “autoritária eleitoral”, em que eleições ocorrem, mas o poder real é manipulado por elites políticas e econômicas cada vez mais distantes do povo.


Também, o que podemos esperar de um mundo onde cerca de 1% da população detém aproximadamente 50% da riqueza total, enquanto os 10% mais ricos controlam cerca de 75%, e os 50% mais pobres têm apenas cerca de 2%??


Relatórios recentes da Oxfam mostram que os 1% mais ricos acumularam quase duas vezes mais riqueza do que os 90% restantes, evidenciando uma disparidade crescente e alarmante. Depois da Covid-19, esse quadro de desigualdade só piorou.


A questão da distribuição de renda, a renda básica universal e justiça tributária estão cada vez mais “na boca do povo”. Acredito que Thomas Piketty foi um dos acadêmicos economistas mais importantes nessa tarefa, visto que seu trabalho acadêmico “O capital do século XXI”, lançado em 2013, ganhou grande visibilidade, acalorando o debate internacionalmente.


No Sul Global, também observamos que as reformas neoliberais nem sempre proporcionaram uma maior democratização (chocante?). Na verdade, essas dinâmicas, em muitos casos, abriram espaço para governos que combinam economia de mercado com controles políticos autoritários.


Nunca se falou tanto sobre taxar os super-ricos como agora. Organizações como a Oxfam e think tanks internacionais demonstram que a concentração de riqueza em mãos de poucos bilionários não apenas aumenta desigualdades econômicas, mas minimiza o papel político dos cidadãos comuns (zero novidade), ao passo que elites bilionárias influenciam políticas fiscais, regulamentações e prioridades governamentais. Isso alimenta um sentimento de injustiça e descrédito nas instituições democráticas tradicionais, gerando protestos e demandas por alternativas políticas.


Um momento central para plasmar a questão da mudança de ordem mundial ocorreu agora, em Davos (2026). O discurso do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, no qual ele argumentou que a ordem internacional liderada pelos Estados Unidos e baseada em regras, dominante desde o período pós-Guerra Fria, já não existe e “não vai voltar”.


Ele descreveu a situação não como uma transição gradual, mas como uma ruptura no sistema global, marcada pelo enfraquecimento de normas históricas de cooperação e de governança multilateral.

Carney alertou que estados poderosos vêm utilizando cada vez mais a interdependência econômica como ferramenta de coerção, reduzindo a previsibilidade e a estabilidade que sustentavam a ordem mundial até outro dia.


Bom, para muitos, a presença de Trump nesse segundo mandato inesquecível apenas escancara sem filtros o papel que os Estados Unidos exerceu no mundo desde “sempre”.


E, diante de todos os eventos surrealistas que estamos presenciando diariamente, uma das coisas que mais me choca é ouvir novamente o conceito de “países de terceiro mundo”. Achei que já tínhamos superado esse arranjo há tempos…


Até mesmo a durona Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a ordem internacional está passando por uma mudança estrutural duradoura, e não apenas por uma flutuação temporária. Ela descreveu o contexto global atual como marcado pela “força bruta” e pela instabilidade, e sustentou que essa transformação da ordem internacional é permanente, sugerindo que o sistema baseado em regras que a Europa ajudou a construir já não funciona como antes!


O Amanhã


Ninguém aqui tem bola de cristal para prever eventos futuros… mas o internacionalista tem, sim, o dever de esboçar cenários e projeções a partir do que a realidade nos oferece.

Essa semana (assim como as últimas nos últimos 2 meses) tem sido bastante definitiva para tentar compreender o que está por vir.


Por um lado menos negativo, temos a perspectiva de Dani Rodrik, economista e professor de Harvard, defendendo que a crise da hiper-globalização e o enfraquecimento dos mercados profundamente integrados não são só negativos. Segundo ele, esse cenário pode abrir espaço para uma ordem econômica global melhor e mais inclusiva. A fragmentação do poder no cenário internacional pode acabar por priorizar objetivos sociais e ambientais domésticos e promover cooperação internacional apenas onde ela é realmente necessária, em vez de tentar ressuscitar um único modelo global que já não corresponde às realidades atuais. Não nego que vejo um pouco disso no cenário doméstico do Brasil atualmente.


Outras publicações de Harvard sugerem que uma futura ordem global viável não exigirá grandes consensos sobre valores ou políticas. Se coopera com quem pode e quem quer, é basicamente uma ‘cooperação seletiva’.

Além disso, muitos especialistas apostam em uma nova ordem mais multipolar, e não dominada por uma única superpotência, acompanhada de uma — talvez drástica — mudança do sistema capitalista como o conhecemos hoje.


Comecei a escrever esse texto ontem e hoje, 22 de janeiro de 2026, quando abro o NYTimes online, me deparo com essa manchete: “China Wins as Trump Cedes Leadership of the Global Economy—The president used a keynote speech at the World Economic Forum in Switzerland to renounce the last vestiges of the liberal democratic order.”

O artigo, publicado hoje mesmo, argumenta que o discurso de Donald Trump em Davos marcou o abandono explícito da liderança dos Estados Unidos sobre a ordem liberal e a globalização do pós-Segunda Guerra.


É a prova concreta da mudança bem diante dos nossos olhos!


Em Davos, Trump afirmou que os EUA não oferecerão mais mercados abertos nem proteção militar sem contrapartidas, tratou tarifas como instrumento de coerção e reforçou uma visão nacionalista e unilateral da economia global.


Nesse novo espaço que sobra, a China aparece como defensora retórica do multilateralismo e do comércio internacional, apesar das diversas contradições de seu modelo autoritário. O texto escrito por Peter Goodman conclui que a fala de Trump simboliza uma ruptura da antiga ordem econômica internacional, abrindo caminho para um sistema mais fragmentado, competitivo e baseado no poder, e não em regras compartilhadas.


Bom… está dito. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.


Qual o impacto disso tudo na nossa humilde existência, ordinária e cotidiana?


Bom… dei uma pesquisada e usei meus botões para concluir que:


1. Momentos de incerteza pedem controle e parcimônia.

O que significa que tendemos a ter comportamentos mais conservadores (alô era da magreza e da submissão feminina voltando!) em muitas áreas da vida, principalmente na esfera doméstica e nas finanças.


2. Aumento do custo de vida.

Dispensa comentários. Estamos todos sentindo isso no bolso desde 2020. A tendência é ainda piorar, graças às novas tarifas e às rupturas de certas cadeias globais, ameaças de fechamento do estreito de Ormuz e por aí vai… A dependência do petróleo não ajuda.


2. Empregos mais instáveis e politizados.

Empregos mais instáveis por conta da IA me parece um efeito óbvio na nossa vida. Pessoalmente, já ouvi em primeira mão de amigos que trabalham em empresas de tecnologia sobre as demissões em massa por conta das automatizações. Agora… mais politizados, eu não havia pensado, mas faz sentido. Relembrei muitos casos recentes de pessoas demitidas por posicionamentos políticos pessoais. O trabalho está cada vez mais suscetível às decisões geopolíticas e aos avanços tecnológicos incrivelmente rápidos da era da automação.


3. Energia e clima com impacto direto nos lares.

A rivalidade geopolítica influencia as políticas energéticas. Isso pode significar contas de energia mais altas (ouço muitos relatos a respeito), avanços cada vez mais lentos na transição verde em alguns países ou mudanças bruscas de política motivadas por questões de segurança, e não ambientais. Os refugiados do clima serão uma realidade cada vez mais presente. A guerra pela água virá em algum momento.


4. Enfraquecimento dos direitos humanos e civis.

Com o desgaste do sistema internacional baseado em regras e instituições democráticas, indivíduos e países ficam menos protegidos contra decisões arbitrárias de Estados mais poderosos. Viagens, vistos, serviços digitais, acesso bancário e até plataformas online podem ser afetados por sanções ou disputas políticas. Tudo isso e mais estamos vendo acontecer todos os dias nos Estados Unidos, no Irã, Groenlândia, Argentina e por aí vai.


5. Mais vigilância e menos liberdades civis.

A intensificação da competição internacional leva governos a justificar o aumento da vigilância, de poderes excepcionais e de restrições à liberdade de expressão e de protesto, em nome da segurança nacional.


6. Um mundo digital mais fragmentado.

A internet tende a se dividir cada vez mais, com regras, plataformas e fluxos de informação distintos conforme o país. Desinformação, censura e pressão política sobre empresas de tecnologia influenciam o que as pessoas podem ver, dizer e compartilhar. Os vídeos fakes vão ficar cada vez maiores, aumentando também a incidência de crimes cibernéticos.


7. Crise da saúde mental.

Talvez o efeito mais profundo seja a perda de previsibilidade e aumento da ansiedade. Planejar carreira, migração, estudos ou aposentadoria torna-se mais difícil quando regras, alianças e condições econômicas — e uma possível 3a Guerra Mundial — podem mudar repentinamente e destruir seus planos.


Enfim, esse foi meu exercício de organização do redemoinho mental que estava na minha cabeça! Dentre tudo, uma coisa é certa: cuidar da saúde mental nunca foi tão primordial quanto agora!



Andréia Simas

22 de janeiro de 2026

 
 
 

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