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Pelas pontas dos dedos

Chorar em museus, morrer de rir andando na rua, sentir raiva e gritar diante de uma injustiça, fingir que ninguém mais existe e só ser feliz ao ouvir uma música que cavoca o âmago da alma.


A escola do tempo só me reforça que meu super poder é o sentir. E com ele, uma super responsabilidade: expressar-me.


Expressar o que se sente não implica em escrever livros, pintar quadros, fazer obras de teatro. A verdadeira obrigação quando “sentimos demais” é deixar esse tudo escapar pela boca, pelos olhos, pelas pontas dos dedos.


E há dias em que tenho a cristalina certeza de que cada pedacinho de mim vibra e ressoa de um jeito único, e que cada parte da minha história valeu a pena pelo simples fato de me fazer sentir.


No final, só preciso prestar contas pra ela: a voz que vem da alma — e mais ninguém.



 
 
 

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